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Confira abaixo notícias da Audium e do segmento Áudio e Acústica.

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A TRAGÉDIA DA BOATE KISS – Santa Maria/RS

O Brasil inteiro está em luto pelas mortes dos jovens de Santa Maria – Rio Grande do Sul. Muito tem se falado, motivos estão sendo especulados e o mais certo é que a dor dessas famílias nos abre os olhos sobre a situação de segurança dos nossos espaços de entretenimento.

A tragédia comprova a importância de especificações adequadas, tanto arquitetônicas quanto construtivas. Ao abrir as portas para o público, é necessário que se tenha em mente que incidentes e acidentes podem acontecer e os espaços precisam atender as normas técnicas de segurança, garantindo uma resposta positiva nessas ocorrências.

Fui procurada por diversos clientes, parceiros, alunos e empresas interessadas em tirar dúvidas sobre os materiais acústicos e sua relação com o fogo. Por este motivo, acho importante esclarecer alguns pontos importantes:

01. No que se refere ao material acústico frequentemente utilizado em projetos de espaços de entretenimento, é importante esclarecer que existem diversos tipos de materiais acústicos para isolamento (impede que o som saia do ambiente e se propague para a área externa) ou condicionamento (proporciona conforto acústico no interior dos ambientes).

02. Espumas são materiais com características de condicionamento acústico e não isolamento, como tem sido citado nas matérias veiculadas na grande mídia. Existem espumas que facilitam a propagação de chamas, outras que retardam a ação do fogo e ainda aquelas não inflamáveis (incombustíveis).

03. Em projetos acústicos, a espuma é uma das opções de materiais para absorver o som, que deve ser especificado por um profissional de acústica e, em qualquer situação, respeitar as normas da ABNT e do Corpo de Bombeiros.

04. Existem diversas tipologias de materiais isolantes e absorventes. Sua escolha deve estar atrelada aos aspectos de segurança necessários ao uso de cada espaço.

05. Sobre o uso de isopor, ele não tem função acústica, como tem sido divulgado em alguns meios de comunicação. Normalmente ele é utilizado de forma errônea, como material acústico, no entanto, a sua função é térmica, para reduzir o calor no ambiente.

Ainda é prematuro tecer comentários sobre os aspectos técnicos da tragédia ocorrida na boate “Kiss”. O certo é que em espaços de entretenimento de qualquer porte é imprescindível, além da presença do projeto arquitetônico, a preocupação com os projetos complementares, como estrutural, hidráulico, elétrico, acústico, combate a incêndio e luminotécnico. Será uma garantia de utilização adequada do ambiente, respeitando as normas de segurança e conforto no que tange às saídas de emergência, exaustão, combate a incêndio, proteção sonora, estruturas físicas e evasão, dentre outros.

Arquiteta Débora Barretto*

*A arquiteta Débora Barretto Mestre em Engenharia Ambiental Urbana na Área de Poluição Sonora pela EPUFBA; Especialista em Acústica nas edificações pela UPM/Espanha; Conselheira da Sociedade Brasileira de Acústica – SOBRAC; Conselheira da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica – ProAcústica; Membro do Comitê de Estudos de Acústica da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT; e Diretora da Divisão de Acústica da empresa Audium.

Contatos:

Assessoria de Imprensa

Carol Carvalho. Tel. 71 8899.3980 │ carol@carolcarvalho.com.br

Alane Virgínia. Tel. 71 9979.8192 │ alane@carolcarvalho.com.br

 

 

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